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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária.

Em discurso na tribuna, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Data: junho, 2018Imprimir

O senador Otto Alencar (PSD-BA) quer que a Procuradoria-Geral da República investigue o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente. O parlamentar ingressou com representação na PGR, na qual solicita rigorosa apuração do pagamento bilionário de US$ 600 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) feito pela estatal, em maio deste ano, ao banco J.P. Morgan, como antecipação de quitação de uma dívida que só venceria em setembro de 2022.

O pagamento antecipado, considera Otto Alencar, faz parte do ‘escândalo do parentão’ e envolve conflito de interesse. Parente foi o responsável pela política de reajuste de preços dos combustíveis que provocou o caos no País com a greve dos caminhoneiros e é sócio do presidente da J.P Morgan, José de Menezes Berenguer Neto.

O ex-presidente da Petrobras é dono da Prada Ltda., especializada em gestão financeira. Sua esposa, Lúcia Hauptman, que já teve passagem pelo J.P Morgan, é sua sócia nesta empresa.

“A transação foi autorizada diretamente por Parente, o que revela claro conflito de interesses”, afirmou Otto Alencar. Além disso, a esposa do ex-presidente da Petrobras é procuradora de Berenguer.

“Isto é um escândalo, uma vergonha. Vamos ficar todos calados, sedados, paralisados”, questionou Otto Alencar, em pronunciamento, na tribuna do Senado.

Ele já havia usado a tribuna do Senado, na semana passada, para denunciar o escândalo do parentão e pedir investigação. O escândalo envolve também o pagamento na gestão de Parente de US$ 3 bilhões (R$ 11 bilhões) a investidores estrangeiros. Essa transação com acionistas foi fechada em janeiro deste ano.

Fatos – Na representação, protocolada no final do dia de ontem (13/6) e dirigida a procuradora-geral, Raquel Dodge, Otto Alencar anexou a reportagem do jornalista Filipe Coutinho, publicada na Revista Crusoé. Órgãos de imprensa tem denunciado o pagamento antecipado e conflitos de interesse. Em uma das matérias o título da revista é: “Pedro Parente é sócio de presidente de banco que recebeu R$ 2 bi da Petrobras”.

“As revelações que a matéria apresenta são estarrecedoras, pois sugerem que o senhor Pedro Parente, então presidente da Petrobras, não só tinha interesses conflitantes com sua posição na empresa, como também teceu uma rede de negócios que podem ter gerado ganhos ilícitos ou prejuízos à empresa em virtude de sua atuação como executor e orientador das políticas de negócios da Petrobras”, afirmou.

Otto Alencar encerra o documento afirmando esperar que os fatos não caiam no esquecimento e que os possíveis responsáveis sejam severamente punidos. “A sociedade brasileira não tem suportado mais os desvios morais que assolam o País”, ressalta.

Anulação – O pagamento antecipado a J.P Morgan também é alvo de questionamento na Justiça. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ingressou com Ação Civil Pública contra Pedro Parente, por improbidade administrativa. A ação cobra a anulação do pagamento que a estatal fez em maio deste ano ao banco.

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